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Cheia do Rio Juruá: sobe para 19 mil nº de atingidos no interior do Acre

02/04/2026


Nível do Rio Juruá segue subindo e desabriga 15 pessoas em Cruzeiro do Sul O Rio Juruá continua a subir em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, e afeta cerca de 19,6 mil pessoas. Além disso, quinze famílias já estão em abrigos montados pela prefeitura ou em casa de parentes. Nesta quinta-feira (2), o manancial registrou 13,96 metros, o que representa um aumento de 11 centímetros em comparação com o dia anterior. O nível de alerta máximo do manancial é de 13 metros, marca esta ultrapassada na segunda-feira (30). Ao todo, 4.991 famílias estão afetadas pela cheia que atinge, direta ou indiretamente, 12 bairros da cidade, outras 15 comunidades rurais e três vilas que estão sendo monitoradas pela Defesa Civil municipal. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Treze famílias estão abrigadas na Escola Municipal Rita de Cássia, localizada no bairro do Cruzeirão, e na Escola Municipal Corazita Negreiros, no bairro Cobal. Já as outras duas foram para casa de parentes. Ao todo, 62 pessoas estão desabrigadas e instaladas nos locais disponibilizados pela gestão municipal, com capacidade para receber dezesseis famílias. Quinze famílias foram removidas de suas casa devido a enchente do Rio Juruá no Acre Arquivo/Defesa Civil de Cruzeiro do Sul A remoção das famílias teve início na tarde da última segunda-feira (31). No abrigo serão fornecidos café da manhã, almoço, jantar e atendimento social. Além da remoção para os abrigos, também foi feita a suspensão da energia elétrica para 323 famílias. Foram definidos como abrigos pela prefeitura, caso o número de desabrigados continue subindo: Escola Rita de Cássia, no bairro Cruzeirão; Escola Marcelino Champagnat, no bairro João Alves; Escola Padre Arnould, na AC-405, bairro Nossa Senhora das Graças; Escola Corazita Negreiros, no bairro Telégrafo; e Escola Estadual Cívico-Militar Madre Adelgundes Becker, no bairro Miritizal. Remoção das famílias teve início na última segunda-feira (31), em Cruzeiro do Sul (AC) Arquivo/Defesa Civil de Cruzeiro do Sul As aulas nestas unidades serão suspensas assim que começarem a receber as famílias atingidas pelo aumento das águas. A Defesa Civil informou ainda que os rios Croa, Juruá Mirim e Valparaíso também estão afetados pelo aumento das águas. Os locais atingidos pelas águas na zona urbana são: Remanso, Várzea, Olivença, Mitirizal, Beira Rio, Lagoa, Manoel Terças, Cruzeirinho, São Salvador, Saboeiro, Centro e Boca do Moa. Já as comunidades rurais afetadas são: Centrinho, Tapiri, Humaitá do Moa, Praia Grande, Laguinho, Florianópolis, Laguinho do Carvão, Estirão do Remanso, São Luiz, Lago do Sacado, Simpatia, Ramal do Escondido, Boca do Moa, Tatajuba, Mujú e Uruburetama. As vilas afetadas são: Lagoinha, Assis Brasil e Santa Rosa. Historicamente, o período de maior ocorrência de cheias em Cruzeiro do Sul é entre o fim de fevereiro e o início de março, mas há registros também ao longo de abril. Nos últimos anos, as primeiras retiradas de famílias costumam ocorrer quando o rio atinge entre 13,50 metros e 13,60 metros. Cheia do Rio Juruá atinge 12 bairros, 15 comunidades rurais e três vilas em Cruzeiro do Sul (AC) Carla Carvalho/Rede Amazônica Acre Cheias recentes No dia 17 de janeiro deste ano, o município passou por uma cheia que afetou cerca de 1.650 famílias, o que correspondia a, aproximadamente, 6,6 mil pessoas. Deste total, ao menos 139 famílias ficaram sem energia elétrica e, consequentemente, sem acesso à água potável. Cinco dias depois, no dia 22, o manancial saiu do cenário de alerta máximo. Já no dia 31 de janeiro, o Rio Juruá também ultrapassou a cota de transbordo ao atingir 13,12 metros. Dias depois, em 2 de fevereiro, o nível chegou a 13,49 metros e também manteve o município em alerta máximo, segundo a Defesa Civil Municipal. Rio Juruá atingiu 13,96 metros nesta quinta-feira (2) Carla Carvalho/Rede Amazônica Acre Na ocasião, mais de 6 mil moradores foram afetados direta ou indiretamente pela cheia. Ao todo, 1.650 famílias enfrentaram prejuízos causados pela inundação, tanto na zona urbana quanto na zona rural do município. Além disso, a prefeitura decretou situação de emergência no dia 20 de janeiro e a publicação foi feita seis dias depois, após uma sequência de chuvas intensas que provocou o transbordamento dos rios da região e afetou a rotina de moradores da zona urbana e rural. A última enchente ocorreu no dia 24 de fevereiro, há mais de um mês, quando o manancial marcou 13,17 metros e atingiu nove bairros e oito comunidades rurais. VÍDEOS: g1